terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Management



Ontem eu estava meio triste e decidi ia ao cinema sozinha depois do trabalho. O impasse de decidir entre os dois filmes disponíveis naquele horário: "Não, minha filha, você não irá dançar" e "O amor pede passagem" como sempre me deixou ansiosa. Confesso que em qualquer outro momento eu teria decidido pelo primeiro... O filme francês, cult e cabeça... Não gosto desses rótulos, mas sei que por outros eles poderiam ser utilizados para descrever o filme em questão. Também não gosto de saber sobre o filme antes de assistir, logo não costumo ler sinopses... Mas acabei lendo a desse filme e achei promissora. Eu estava com a filipeta do cinema na mão enquanto aguardava na fila. E na minha vez de comprar o ingresso, quando o menino da bilheteria perguntou "Qual filme?" Disparei sem pensar um "O amor pede passagem". E fiquei até surpresa com a minha escolha já que este se pré-encaixava na prateleira dos melosos, bobos e afins... Mas pensei comigo mesma "Não to com cabeça para filme denso, mesmo..."
Enfim, ao entrar na sala éramos um casal e eu. Logo mais uns 17 outros casais se juntaram a nós.

Não queria escrever sobre a história em si, mas mais sobre a experiênica. Mas para justificar vou falar um pouco.
O filme começou e logo de cara senti uma atmosfera meio "Little Miss Sunshine", ou "Juno"... Mas ao mesmo tempo eu não acreditei muito nela... o jeito era esperar pra ver.
Tem a Jennifer Aniston no papel de Sue, uma executiva quase bem sucedida. Depois vem o Mike, quem faz o papel é o Steve Zahn . Ele trabalha no motel, de beira de estrada, dos pais. É o cara solteiro, ingênuo, doce e as vezes até bobo. Ela tem um ex- namorado, Jango que é interpretado por Woody Harrelson. Um ex-punk milionário muito caricato e ao mesmo tempo carismático. Bem parecido com uns tipos que conheci. Bom... Triângulo amoroso em comédia romântica é redundante, mas é esse o enredo básico!

Aos poucos me envolvi com a trama... Começava a me identificar ora com a Sue ora com Mike... Isso mexeu comigo. E de repente, não mais que de repente... Me percebi com um nó na garganta. E aí eu ri com algumas cenas bem pastelão, o que não faz nenhum pouco meu estilo, mas pela surpresa do humor escrachado estar tão bem inserido naquele romance, gostei. E depois de rir um pouco eu chorei novamente. A sutileza de alguns conflitos, quase implícitos ali, é de uma beleza ímpar. Com ela o paradoxo de algumas frases de impacto que ficaram martelando na minha cabeça para anotar depois e transcrever em alguma rede social. Incrível. Parecia que aquela escolha quase que por uni-duni-tê na bilheteria tinha sido muito bem pensada. O filme era o que eu precisava naquela hora. Chorei rios e piscinas ali no escuro sem que ninguém visse enquanto todos se divertiam ou até bocejavam. Mas eu é que me identifiquei ali, como talvez não me identificasse se assistisse ao mesmo filme outro dia, em outro lugar, ou até mesmo se estivesse acompanhada.
De qualquer forma, é um filme belo. Li hoje algumas críticas a respeito e percebi que muitos não gostaram da mistura que ali foi feita. Mas eu acho que a (não) leveza do roteiro aliada a estréia na direção de Stephen Belber (que também escreveu o roteiro) e também a escolha dos atores, resultaram em uma obra que, no meu ponto de vista, merece muitos prêmios. E me fez pensar, refletir sobre mim, sobre os que estão a minha volta... Sobre situações parecidas que eu passei ou que vou passar e o peso das suas conseqüências.
Então é assim... Recomendo, mas sei que você pode odiar! É tudo bem relativo e está nos olhos de quem vê! Mas como eu tive uma boa surpresa, fica a dica ;)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Bauduco

Eu acordo todo dia bem cedo porque trabalho na região metropolitana da cidade. Como não tenho carro acabo por utilizar o transporte fretado que a empresa oferece para os funcionários. Acontece que:

1) Eu moro meio longe da fábrica, então o meu ponto fica no começo do trajeto.
2) O meu ponto não fica do lado da minha casa. Ando algumas boas quadras, por cerca de 20 minutos e na subida.

Então, pra não perder o ônibus tenho que sair de casa uns 20/25 minutos antes de o ônibus passar no ponto. E para a minha surpresa tenho conseguido acordar a tempo de não precisar correr o caminho da minha casa até onde pego o ônibus. E acredite, isso aconteceu algumas boas vezes!
A maravilha do post de hoje aconteceu no trajeto que fiz caminhando bem tranqüila até lá em cima, sem pressa. Bom, quando saio do portão do meu prédio, viro a esquerda. Aí quando acaba a quadra, viro a esquerda novamente. E aí sigo umas 7 quadras até o destino final.

Hoje qual a minha surpresa quando cheguei no final do meu quarteirão e encontrei um cachorrinho vira-latas. Ele caminhou do meu lado e eu pensei “Parace mistura de Teckel...” Ele tinha a cor da Trufa, o pelo da Trufa, o focinho da Trufa, o andar da Trufa e o olho da Trufa! Trufa é a minha Teckel. Só tinha as patas mais compridas e as orelhas não caíam tanto. E ele lá do meu lado... Lá pelas tantas percebi que ele andava rapidinho e parava alguns metros à frente. Quando eu o alcançava, ele seguia do meu lado. Começava a trotar rapidinho e me passava. Quando chegava lá na frente, ele esperava! E foi assim até o meu ponto.

Em determinado momento o sinal estava fechado para pedestres mas os carros estavam longe ainda. Hesitei, mas acabei dando um passo à frente. O guapequinha estava parado, olhando fixamente os carros que estavam vindo. Eu olhei pra ele e pensei ”Ok, eu espero fechar”. Aí quando abriu, ele andou bem devagar como se estivesse desfilando! E nisso veio um carro que virava do cruzamento com aquela rua e a moça que dirigia, diminuiu a velocidade. Olhou para o cachorro e olhou bem para mim e parecia indagar se o menino estava comigo. Continuamos nosso trajeto. Eu e o cachorro.

Parei no meu ponto e ele sentou um pouco. Era divertido ver o pulguentinho se coçando. Aí ele ficou inquieto e decidiu seguir uma senhora que vinha no sentido contrário ao qual fizemos. Eu me senti um tanto quanto preterida. Quando ela virou a quadra.... ele voltou. Depois de alguns segundos atravessou a rua, que tinha duas pistas e um canteiro no meio. Aí eu me derreti. Ele chegou no canteiro e ficou me olhando. Com um olhar piduncho, ele pedia para eu ir também... Eu não podia, claro. O ônibus estava quase chegando. Aí o que ele fez? Voltou! Atravessou do canteiro para o ponto e ficou do meu lado.

Nisso chegou a Natalie (minha amiga do café) e disse: “Oi Bauduco” Combinou com ele! Ele tinha uma carinha linda de Bauduco, mesmo!
E assim que o ônibus chegou, nos despedimos dele que estava deitado na calçada e não entendeu nada quando subimos. A Vivi que estava no ônibus, também é cachorrólatra e eu contei a história para ela. Ela disse que dava vontade de levar embora.
Era exatamente o que eu queria fazer. Levar o Bauduco pra minha casa! Se eu morasse em uma casa, ou sozinha certamente o faria.

Confesso que o Bauduco me emocionou hoje. Eu não dei nada pra ele. Não ofereci nada em troca. E o que ele fez? Ficou do meu lado, me fez companhia... De graça! Tão raro nas pessoas hoje em dia. Mas eu vou tomar isso como um exemplo!

Pensamento aleatório do dia: Faça companhia a um desconhecido. Você pode fazer um amigo ;o)

Vou aproveitar e divulgar um evento em prol desses bichinhos que são tão especiais!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Junto Café e Bistrô

Andando pelas calçadas de um bairro charmoso nos deparamos com uma portinha.
Fui entrando deixando-me levar pela curiosidade.
Era uma soleira pequena e que levava a uma parede cor-de-rosa, se não me falha a memória. Ao entrar com minha amiga Natalie naquele lugar, fomos recebidas por Beata. Simpática e com sotaque bem carregado. Era um café com cara de casinha. Ela contava que era dia das bruxas na Polônia (ah! Está explicado!) e ela preparava o café-bistrô, que naquela hora estava vazio, para os devidos rituais. Ela disse que poderíamos descobrir nosso futuro com a cera da vela! Era final do dia e prometemos que voltaríamos mais tarde para participar. Duas horas depois estávamos lá.
Como seria o dia das bruxas na Polônia?!
Confesso que estava ansiosa.
Quando nós chegamos, o lugar estava cheio de mulheres e meninas. Pareciam felizes e muito a vontade com aquele evento. Ou pelo menos com a simpática Beata. A Sara, peruana igualmente simpática, nos recebeu. Estava todo escuro o café. Como manda a tradição. Algumas pequenas velas na mesas. Como cheiravam bem! O cuidado com aquela noite era perceptível no arranjo de muffins para as convidadas. Muito delicado e me remetia a um café da tarde de algum outro lugar, o qual eu nunca tivera ido. Sentamos na mesa dos muffins, que foram retirados dali somente para nos acomodar.
Sentamos e o ritual não havia começado. Era um misto de ansiedade e êxtase. Eu olhava para a Natalie nós sorríamos uma para a outra como se disséssemos “Chegamos no final do arco-íris!”. Que lugar lindo. Pequeno e aconchegante. Era cheio de cor (vimos quando fomos a tarde desbravar a soleira), detalhes, elementos que pareciam ter sido retirados de uma revista de decoração folk, ou de artesanato. Eu me encantei com a atmosfera que tomava conta daquele lugar. A Beata trouxe um bowl com água gelada. E é claro que até o bowl era lindo, com uma ferragem que desenhava o contorno de algumas folhas. Então tudo começou. Uma a uma as convidadas iam “conhecer seu futuro”. Algumas se exaltavam e viam muitas coisas diferentes nas suas formas. Outras, mais tímidas, esperavam o veredíto da bruxa polonesa. E o futuro se vê assim: Despeja-se a parafina derretida que está em uma latinha, na água gelada. Mas a parafina tem que passar pelo buraco de uma chave grande que se segura com a outra mão. Serve para “abrir os segredos”. A parafina em contato com a água se resfria e faz uma forma sólida. E é desse desenho que se interpreta o futuro. Fica mais fácil colocando a forma contra luz na parede para ver a sombra.
A minha vez chegou e lá fui eu despejar minha parafina. Pensei em coisas boas. Filhos, dinheiro, trabalho e uma casona. Uma massa desforme, meio gutural apareceu. Era o que eu tinha visto ali... Um útero, um coração. “Devem ser os filhos” pensei. E Beata disse “Uma bolsa”. Não me fez muito sentido. Ela me olhou e continuou “Significa fortuna. É uma bolsa de dinheiro. Não se parece com uma bolsa de dinheiro? Você vai ter muita fortuna” A Nat sorrindo disse que parecia a bolsinha do Robin Hood. E lá estava ela, a bolsinha recheada de moedas. Ficou clara para mim.
Em seguida a Natalie descobriu seu futuro. O mapa mundi se formava naquele aquário. Ela vai viajar muito, muito. O mundo inteiro!
Foi dessa forma que uma segunda-feira que poderia ser tão comum se tornou mágica e surreal. Quase que em um universo paralelo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ensaio sobre o retorno....

Na verdade resolvi fazer desse espaço, utilidade pública!
Sim, e por que não?

Pra inaugurar o meu jornalzinho escolhi falar de Noël.

Um espetáculo lindo que conta um pouquinho da obra do Noel Rosa. Um compositor que tenho me apaixonado cada vez mais nos ultimos tempos!
Os músicos são de primeira linha! Além de muito competentes profissionalmente, são um charme!
Já havia visto apresentações de Sergio Albach (clarinetista) Gabriel Scwartz (baterista) e Marcio Juliano (ator e cantor). O Ale Age (violonista) e o Marcelo Torrone (pianista) foi a primeira vez que eu vi. Mas apesar disso era a combinação perfeita desses artistas e parecia que eu já era fã há tempos!

A montagem ainda conta com a atriz Letícia Sabatella, em uma participação que é ao mesmo tempo suave e forte! Uma graça.

Eles interpretam algumas músicas do Noel Rosa de forma linear. Mesmo que a gente considere a peça 100% musical e que as canções sejam a primeira vista desconexas, os músicos contam uma história com começo, meio e fim!
Eu sei que estou superempolgada, mas é porque merece esse entusiasmo! É lindo!
Além, é claro das críticas e da sátira que se encontram na peça!
Parabéns mesmo!

Sérgio Albach, Diretor Musical
Marcio Abreu, Diretor
Nadja Naira, Iluminador
Marcio Juliano, Ator
Sérgio Albach, Músico
Marcelo Torrone, Músico
Gabriel Schwartz, Músico
Ale Age, Músico
Letícia Sabatella , Participação especial
Marcio Juliano, Produtor

Não encontrei fotografias do espetáculo. Espero que eles façam mais apresentações para que mais pessoas possam ver o Nöel!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Apaixonada


É isso que sou e assim que estou!

APAIXONADA!!

Pela vida, pelas pessoas, coisas, momentos....

Hoje eu estou ouvindo um monte de musiquinhas bobinhas de amor... Dos anos 90... Ah são as melhores!
Eu tinha tanto pra escrever, mas é porque andava deprê.... aí 1000 coisas vieram pra eu postar aqui!
Mas hoje que to de bem com o mundo todo não tenho nada de mais pra falar!!

tem essa frase:
"Todas as pessoas sorriem no mesmo idioma"

Morris Mandel

terça-feira, 25 de setembro de 2007

TRIMESTRE

3 meses depois aqui estou eu!
Quero mesmo escrever...
Sempre escrevi e sinto falta!
Ah! Nesse meio tempo muita coisa aconteceu...
Coisas não tão boas que fazem amadurecer. Ainda bem tem alguma coisa boa nisso tudo.
Meu pai saiu de casa, tem outra pessoa... E isso mexeu muito comigo!
Devo convessar que ainda mexe! Mas o tempo passa e esses dias ouvi alguém dizer que o tempo é nosso melhor amigo!
E realmente estou tendo provas da existência desse meu novo e velho amigo!
Está me mostrando coisas MUITO boas!
E vi outra pessoa citando Chaplin:
"A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe."

c'est la vie! la vie en rose! uh lalá

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Sempre tem uma segunda vez...

Há muito tempo eu tinha um blog... Depois um Fotolog... Depois veio o orkut... Mas o blog foi embora quando apareceu o Fotolog e o Fotolog foi embora com a falta de tempo para editar e tirar novas fotografias!

Mas como escrever é uma coisa que eu adoro, resolvi voltar pro meu jornalzinho!

E aí quando eu tiver uma foto sensasional, eu posto aqui!

:D



Vamos ver se eu consigo manter esse aqui. Não sei pra quem ainda, mas espero que minhas idéias mirabolantes sejam lidas por que eu adoro um confete, né?! huahauha